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Fumo sim, e daí? Vai encarar?

Posted in chatos, Estorvo with tags , on 23 junho, 2008 by Zailda Coirano

Claro que eu e todos os outros fumantes do mundo estamos absolutamente conscientes dos males que causa o tabagismo, que é um vício horroroso que acaba com os pulmões e empesteia o ar e coisa-e-tal… Mas pô, caramba, será que a gente não tem o direito de dar uma pitadinha sossegada que lá vem um CHATO DE GALOCHA pra ficar enchendo o saco?

Chato – Nossa, você fuma…

Eu penso – (Claro que não, você está tendo ilusão de ótica.)

A gente dá uma resposta qualquer, um sorriso amarelo (bem amarelo já que a gente fuma), dá uns passos pra mais adiante pra ver se o “carrapato” se toca.

Chato – Você sabia que o cigarro faz mal à saúde?

Eu penso – (Não, o Ministério da Saúde só avisou pra você, seu babaca.)

Fico sem-graça ante tanto lugar-comum, mas a besta segue insistindo:

Chato – O cigarro mata aos poucos.

Eu penso – (Não tem problema, não estou com pressa de morrer.)

Chato – Cigarro dá câncer.

Eu penso – (Anticoncepcional dá câncer, fígado de boi dá câncer, buraco na camada de ozônio dá câncer – será que burrice também dá câncer?)

Chato – Quem fuma está queimando dinheiro.

Eu penso – (E o dinheiro é de quem? Ahn? De quem?)

Aí eu mordo a língua mas não adianta:

– Sabia que descobriram que quem FICA PERTO DE QUEM FUMA, ENCHENDO O SACO E INALANDO FUMAÇA é considerado FUMANTE PASSIVO e há uma porcentagem de incidência de câncer entre eles quase tão alta quanto daqueles que QUEREM FUMAR, GOSTAM, PAGAM PELO PRÓPRIO VÍCIO e além disso têm o DIREITO DE NÃO FICAR OUVINDO COISAS IDIOTAS DOS NÃO-FUMANTES?

Desculpe a grosseria aí, colega, mas não dá pra agüentar. Quem fuma está careca de saber de tudo isso, graças aos CHATOS DE PLANTÃO, que insistem em catequizar os fumantes. Acho que fumar ou não fumar é decisão de cada um e o patrulhamento deixa o fumante irritado; quando o fumante fica irritado dá uma vontade danada de fumar um cigarrinho!

por Zailda Mendes

“Como vai?” é um cumprimento e não uma pergunta, pô!

Posted in chatos with tags on 19 maio, 2008 by Zailda Coirano

Será que os chatos nunca interpretam corretamente o que dizemos? Por quê será que quando a gente diz “como vai?” eles sempre começam a contar, tintim por tintim?

Quando você diz “como vai?” a uma pessoa “normal”, ela responde: “bem, e você?” mas quando você pergunta a um chato… Lá vem ele contando que está mal, que a mulher o corneou, o patrão o demitiu, o carro quebrou, o cachorro morreu e a sogra que estava nas últimas se recuperou e foi morar na casa dele!

E o pior é que você, desavisado, está num daqueles dias em que parece que o tempo voa, nem bem levantou e já está atrasado. Mas não adianta ficar olhando o tempo todo pro relógio, ele não pára…

Pra ter certeza de que você não vai “fugir” ele ainda segura no seu braço! E fala bem de pertinho, se for seu dia de azar ainda tem mau hálito! E vai te babar todo, porque se hoje for aquele dia mesmo, ele é do tipo que fala babando… e nem dá pra abrir o guarda-chuva, você o deixou em casa, lembra?

Portanto, assim que passar pelo chato de novo, nada de dor na consciência, seja ele bonzinho como for, não interessa se lhe emprestou o dinheiro para a cirurgia da sua filha ou se é primo-irmão da sua mãe. Passe batido e finja que não o conhece!

(zailda coirano)

Os puxa-papo

Posted in Puxa-papo with tags on 4 maio, 2008 by Zailda Coirano

Você está lá há horas amargando numa fila horrorosa, pode ser de banco ou supermercado, já está p da vida porque o fato de ficar na fila já atrasou seu dia todo e está pensando que nada de pior pode te acontecer nesse dia…

Ledo engano, de repente, surgida do nada uma vozinha irritante começa a te martelar os ouvidos:

– Mas que fila, hein?

Não, você não está ouvindo vozes do além e nem está ficando esquizofrênico. Trata-se apenas de uma categoria de chatos bem cotada em cidades grandes: os puxa-papo.

Você está lá, cuidando de sua vida e pensando em seus problemas quando essa antipática figura começa a fazer perguntas. E tem algo mais chato do que responder a perguntas de completos estranhos? E olha que se você não toma logo uma providência do tipo fechar a cara, por exemplo, as perguntas vão ficando mais e mais pessoais e logo você estará confessando todos os seus pecados para o tipo indiscreto.

Isto é, se ele for do “tipo A”, porque se ele for do “tipo B”, prepare os tímpanos, porque essa pessoa chata vai contar sua vida e seus problemas desinteressantes todinhos pra você. E vai contar coisas escabrosas bem alto, como se tivesse orgulho delas, e todos os olhares (claro) se voltarão pra vocês e você vai ficar meio que assim – com cara de tacho.

Eu já ando com um galho de arruda e um dente de alho na bolsa pra afastar vampiro, mau-olhado e chatos. Sei lá se funciona, mas quando começam com aquele converseiro que não leva a nada e que não me interessa em absoluto eu me apego a um deles, fecho os olhos e começo a rezar em voz baixa.

Você pode também tentar a tática de fingir que é doida de pedra, abrace a pessoa, chame-a por um nome qualquer (torça pra não acertar, chato tem cada nome que Deus me livre), finja que conversa com um amigo imaginário, sei lá. Seja criativo, qualquer coisa serve pra nos livrar do chato nosso das filas de cada dia.

(zailda mendes)

Os porteiros do ônibus

Posted in Transporte with tags , on 4 maio, 2008 by Zailda Coirano

Já falei no Livro do Ódio sobre essas pessoas que não se tocam e em vez de sentar nos lugares vagos ficam atravancando a porta do ônibus. Será que esses “filhos de vidraceiro” acham que vamos passar através deles pra sair?

Acho o cúmulo da filha da putice. Ficam que nem corvos, empoleirados nas escadas que dão vazão para a saída de passageiros. Deveria ser proibido ficar na porta que nem um poste.

Esses tipos não se tocam, dá vontade de dar um encontrão neles e jogá-los lá embaixo e pedir ao motorista que toque em frente sem eles. Deveriam ser linchados. Espancados. Será que aí se tocariam?

Imagine aí, caro leitor, você sai de casa atrasado e por causa de imbecis como esses não consegue descer do ônibus no seu ponto, tem que voltar do próximo ponto a pé… Seu chefe não vai nem querer saber do que aconteceu. E o pior é que o ônibus nem está cheio, tem lugar sobrando, e lá ficam as cavalgaduras em pé na porta que nem áz de paus…

Que tal se cobrassem multa? Ou se viajar na porta fosse mais caro? Ou se todos que fossem descer, por norma os empurrassem até que caíssem de cara no chão e o motorista seguisse em frente sem eles?

Dá vontade de xingar os fdp, se não o faço é porque tenho um pouquinho mais de bom-senso e civilidade que eles. Um tiquinho só a mais, mas o suficiente pra rezar para que paguem por seus pecados todinhos quando chegar sua hora.

E por favor, São Pedro, na hora de botar na balança celeste, não se esqueça de contabilizar o pecado de empatar a vida alheia…

(zailda mendes)

Estorvo

Posted in início with tags , on 28 abril, 2008 by Zailda Coirano

Para falar dos vários tipos de chatos de galocha e outros sujeitos que nasceram não se sabe pra que, além de atrapalhar, existe esse blog. Falarei aqui dos mais diversos tipos, pois para livrar-se deles é necessário antes identificá-los.