Arquivo para julho, 2008

O trem da alegria descarrilhou

Posted in Políticos with tags , , , , , , on 15 julho, 2008 by Zailda Coirano

Livro do Ódio

Estava tudo quase certo para a criação de 97 vagas para assessor do senado, com a bagatela inicial de 10 paus de salário! E tudo na base do curriculum! Tudo na base do QI, sabe como é: Quem Indicou. E o trem da alegria já estava apitando para iniciar mais essa jornada rumo ao esbanjamento do dinheiro público, porque até na própria casa alguns senadores se manifestaram contra – uns por acharem desnecessários tantos assessores para ajudar os outros a não fazer nada, outros porque ia pegar mal, sabe como é… ano eleitoral….

O fato é que receberam (claro, até eu que sou boba ia querer) milhares de currículos dos candidatos ao ócio público muito bem remunerado – e milhões de telegramas e mensagens do povo esculhambando com a medida. Aliás, a própria medida já esculhamba com a imagem ilibada que se supõe que membros assim tão ilustres e eleitos pelo voto e confiança do povo devam ter (ou tentar conservar).

E assim é que, seja por questões de ordem ética ou de um ataque súbito de bom-senso (raro, mas não impossível) de nossos legisladores, ou puramente por perceber que a medida não foi recebida exatamente com simpatia pelo público e a mídia em geral, a medida foi extinta (ou engavetada) sabe-se lá até quando.

Dessa vez nos salvamos, vamos ver o que o futuro e as férteis cabeças tortuosamente pensantes de nossos legisladores nos reservam! Oxalá um pouco de honestidade, bom-senso… talvez ética? Vergonha na cara?

Seja o que for, eu assinalaria “todas acima”, mas não convém esperar muito. Sabe como é… daqui a pouco têm uma recaída e aparece outra maravilha de projeto como esse, resultado de estudos e pesquisas, tudo no sentido de amenizar as agruras da vida de um povo sofrido que tem que aturar as porcarias de políticos que a maioria escolheu.

(escrito por Zailda Coirano)

Juiz Bêbado

Posted in Esportes with tags , , , , , , , , on 11 julho, 2008 by Zailda Coirano

Essa eu nunca vi. O árbitro foi pro vestiário na hora do intervalo e – segundo informações – tomou nada menos que 10 doses de vodca. E não queria sair do campo, não. Entrou para o segundo tempo como se não tivesse acontecido nada. Quando começou a balançar, disse que estava “com dor nas costas”. Êita nóis… essa dor nas costas vai dar uma ressaca danada…

Quando ele sarar da dor nas costas vai ficar com muita dor-de-cabeça, porque foi suspenso por tempo indeterminado. Isso aconteceu na Bielorussia, quem sabe nossa polícia rodoviária não empresta um bafômetro para usar nos atletas depois do intervalo? Pelo menos cenas como essas não aconteceriam.

Mas a torcida gostou, o juiz saiu do campo sob calorosos aplausos.

Telemarketing

Posted in Burrice, Telemarketing with tags , , , on 6 julho, 2008 by Zailda Coirano

Já pensaram que maravilha o dia em que pra ser operador de telemarketing exigirem teste de QI? Ia ser uma maravilha, já pensaram ligar pra uma dessas companhias e a pessoa do outro lado te atender e entender tudinho o que você quer? E ainda por cima resolver o seu problema?

Hoje em dia é comum ter que ligar pra um call center e logo de cara te passam uma informação idiota:

– Mara, Companhia tal, bom dia, em que posso serví-la?

Você na sua raiva tem vontade de berrar “pula essa parte” mas não dá, a pessoa do outro lado parece uma matraca, não pára mais de falar! E você que teve que aguentar não sei quantas gravações mandando você apertar “n” códigos até chegar em um ser humano pra te atender!

Pois bem, o ser humano do outro lado tem limitações – e são muitas. Dentre elas, não consegue absorver mais de uma informação de cada vez, portanto segura sua onda e vai com calma.

– Comprei um celular. (pausa para a pessoa assimilar) Da sua operadora. (pausa) Transferi meu número antigo para o celular atual. (pausa pra pensar) Só que não está funcionando direito. (pausa na pausa) A outra mocinha que me atendeu antes (pausa no meio da frase) me pediu que desligasse o celular novo (outra pausa) e ligasse novamente (pausa) de um outro celular (pausa) para fazer uma atualização no outro.

Depois de mais ou menos um minuto, eis que o cérebro da atendente volta a funcionar.

– Como é seu nome, senhora? Mas o problema é nesse celular ou no outro? Esse celular é seu também. Em qual dos dois quer fazer a atualização?

Tento explicar de novo com minha escassa dose de paciência com asnos e outros seres pouco dotados, mas dá em nada. Depois de meia hora de extensas explicações.

– Sinto muito, senhora. Não estou entendendo qual é o seu problema.

Do lado de cá, caio na gargalhada. Riso nervoso, sabe como é.

(zailda coirano)